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POR Paoula Braid

Escolhi meu nome, por amor

Colunistas / 13.12.17

Éramos 7 mulheres  reunidas comemorando  o futuro casamento de uma de nós. Alguém na mesa questionou à nova noiva: Você usará o sobrenome do seu marido? E ela educadamente respondeu que não havia pesado nisso. O pequeno debate se instalou.

Pra minha surpresa as “colegas” contaram que a maioria dos maridos as havia “obrigado” a fazer uso do sobrenome deles, apenas uma disse que achava “fofo” a família com um nome igual. E eu contei que não uso e não usaria. Uma outra amiga me apoiou dizendo que também não usa, pois sentia como se perdesse um pouco da sua identidade. Perdemos de 5×2.

A sensação com meu nome é que ele faz parte da minha história, até o erro de grafia me representa um pouco, meio incerta.

Depois desse dia, fiquei pensando na nossa conversa e me vi impressionada por saber que em pleno 2017 alguns homens ainda imaginem que impor um sobrenome as suas esposas façam delas alguma propriedade ou que isso seja algum tipo de prova de amor. E talvez tenha percebido que eu seja menos romântica e mais prática que a maioria.

Tenho uma outra amiga que está no 3º casamento e resolvi pergunta-la como fez com o nome ao longo das relações, ela me disse que nunca usou e que foi sua melhor escolha, pois se não já teria trocado três vezes! Rimos daquilo sem parar e senti como seu comentário foi leve e verdadeiro.

Cheguei à conclusão que muitas de nós faz a mudança por achar que o casamento é uma nova fase, e ele realmente é. Mas que esquecem um pouco que continuamos sendo uma pessoa e o companheiro outra. Para outras tantas, um nome a mais ou a menos não muda nada e são só letras extras nos documentos. E as românticas que acreditam ser um ato de entrega, se tornando uma verdadeira família.

Tenho que assumir que de todos os tipos, as mais admiráveis pra mim são as românticas por pensarem no casamento como algo tão profundo, e depois as “rebeldes” que como eu, escolheram manter o nome de solteira por amor a si mesma e pela história que escreverá com ele.

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Paoula Braid, 26 anos, advogada em busca de um cargo público, morando em Brasília por motivos do coração e vivendo a sua maior aventura: o casamento.

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