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POR Bárbara Hellen

Somente a dor é capaz de sarar

Destaque / 14.06.17

Todos nós viveremos momentos de reviravoltas em nossas vidas. Quando o que era já não é mais. São momentos que definirão caminhos e sonhos, e que também ajudarão a definir quem somos.

Isso aconteceu comigo esse ano, mas também já havia acontecido com outras amigas em outros momentos. Seja uma doença ou uma perda, todos esses momentos ajudam a definir o que queremos fazer nessa vida e deixam claro o nosso propósito.

Muitas vezes, confundidos pela rotina atarefada que nos faz ligar o automático, como se fôssemos máquinas produzidas em Westworld,  acabamos buscando coisas que não são nossas e que estão distantes do nosso propósito, daquilo que realmente será capaz que nos preencher de alegria.

Muitas vezes, separamos os fins dos meios e esquecemos que “viver é significativo em si mesmo”, como diria Osho, e não há como nos separar (nossa alma!) dos nossos objetivos internos. Daquilo que irá fazer nosso coração sorrir e que pouco tem a ver com bens materiais e vitórias.

O momento de reviravolta é um lembrete: você não está na sua estrada. E, querendo ou não, somos obrigados a olhar pra dentro e enxergar o que realmente somos e o caminho que nos pertence. Por isso, não são momentos fácies. Exigem calma, paciência e muita serenidade. Enxergar o que está dentro de nós também significa enxergar nossos defeitos, nossos erros, e tudo aquilo que dói.

Nós não gostamos de doer.

Mas somente a dor é capaz de nos fazer sarar.

Em meio a um turbilhão, naquele pequeno espaço de tempo (que pode durar uma eternidade!), nossas virtudes são potencializadas e a clareza nos permite encontrar, aos poucos, sem pressa, os nossos caminhos. Lúcidos, escolhemos não apenas o que queremos, mas o que de fato a faz a nossa alma brilhar. Não há então outra sensação capaz de nos florir, apenas a paz do encontro: entre nós e nós mesmos.

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Bárbara Hellen é jornalista. Trabalha no ambiente digital desde 2010, quando lançou um blog e, desde então, preferiu as nuvens aos papéis. Exceto na hora de escolher um livro para ler, quando abandona toda a modernidade. Acredita que qualquer boa conversa pode virar um bom texto e que são os sonhos que movem a vida – e por isso que até hoje nunca passou um dia sequer sem sonhar.

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