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POR Paoula Braid

Escolhi meu nome, por amor

Colunistas / 13.12.17

Éramos 7 mulheres  reunidas comemorando  o futuro casamento de uma de nós. Alguém na mesa questionou à nova noiva: Você usará o sobrenome do seu marido? E ela educadamente respondeu que não havia pesado nisso. O pequeno debate se instalou. Pra minha surpresa as “colegas” contaram que a maioria dos maridos as havia “obrigado” a fazer uso do sobrenome deles, apenas uma disse que achava “fofo” a família com um nome igual. E eu contei que não uso e não usaria. Uma outra amiga me apoiou dizendo que também não usa, pois sentia como se perdesse um pouco da sua identidade. Perdemos de 5x2. A sensação com meu nome é que ele faz parte da minha história, até o erro de grafia me representa um pouco, meio incerta. Depois desse dia, fiquei pensando na nossa conversa e me vi impressionada por saber que em pleno 2017 alguns homens ainda imaginem que impor um sobrenome as suas esposas façam delas alguma propriedade ou que isso seja algum tipo de prova de amor. E talvez tenha percebido que eu seja menos romântica e mais prática que a maioria. Tenho uma outra amiga que está no 3º casamento e resolvi pergunta-la como fez…

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POR Xosé Hermida

“Os valores democráticos são o nosso viés”

Destaque / 07.12.17

Por Bárbara Hellen, André Bengel, Naief Haddad e Priscilla Nery O jornalismo ainda está vivendo uma das  maiores crises de seu modelo de negócio, mas ninguém nega a sua importância. Nesse momento, destacam-se veículos inovadores capazes de gerar engajamento e ir além da notícia. Um deles é o El País Brasil, recém-chegado (há apenas quatro anos por aqui), com uma redação enxuta: 18 entre repórteres, jornalistas e colaboradores. Na contramão da maior parte dos veículos vindos do impresso, o leitor não precisa pagar nada para ler – e talvez por isso, se destaque entre o público jovem preocupado com causas sociais. Conversamos sobre o veículo com Xosé Hermida, diretor do El País Brasil. Como vocês escolhem os temas que serão pautados pelo El País? Existem pautas apenas brasileiras? Sim! A gente funciona em dois braços. O primeiro é a tradução de matérias publicadas no “El País” da Espanha, que achamos que podem ser interessantes para o público brasileiro. Temos uma empresa de tradução que traduz essas matérias e depois são revisadas com critérios jornalísticos pela nossa equipe. O trabalho principal dos repórteres aqui é fazer matérias brasileiras. Escolher pautas, fazer coberturas... Se vocês conferirem o nosso site, vocês acharão que…

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POR Amanda Fontes

Você Confia no Outro?

Destaque / 05.12.17

“O Brasil enfrenta a sua mais profunda crise de confiança”. Com essa frase, o advogado Ronaldo Lemos, em palestra no WIRED Festival , trouxe-me a constatação da qual eu há muito já desconfiava: ninguém acredita mais em ninguém. Segundo ele, o economista Max Rosen em 2014, saiu às ruas com a seguinte pergunta: “Você confia nos outros?” No Brasil, apenas 6,3% dos entrevistados teriam respondido que SIM, o que coloca o país no rol de nações com os menores índices de confiança do planeta, perdendo apenas para Colômbia, Trinidad e Tobago e Filipinas. Para se ter uma ideia da discrepância, na Noruega o índice seria de 77%, na China de 60% e nos Estados Unidos de 40%. A propósito, dia desses, senti na pele a atmosfera de desconfiança que paira sobre nós. Eu saí cedo de casa. Ouvia Carla Bruni no som do meu carro e dirigia calmamente pela Avenida dos Holandeses, na altura do Auguri Café, ou um pouco depois disso, sentido Calhau - Ponta d’Areia. De repente, vi um carro luxuoso dar ré inadvertidamente em direção a um senhor, de seus 70 e muitos anos, que atravessava desatento a avenida. O carro estava estacionado em frente a uma lavanderia…

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POR Bárbara Hellen

Pra-ler: Crer ou não crer

Colunas / 04.12.17

Tenho apreço imenso por pessoas que sabem expor seus pontos de vista sem querer mudar o ponto de vista do outro. Afinal, é difícil não querer impor o que achamos certo e o que é, para nós, verdadeiro. Há tempos li um livro incrível do Pe. Fabio de Melo e fiquei impressionada com a sua sobriedade ao falar de Deus. Então, quando vi o lançamento do livro “Crer ou não crer”, escrito por Fabio de Melo e Leandro Karnal, outra pessoa que acho extremamente coerente, corri para comprar. Com estrutura de uma conversa entre dois amigos, que tem pensamentos completamente diferentes, o livro fala sobre fé, ciência, religião, igreja, morte, medo... E fala, especialmente, sobre crenças. Vale lembrar e ressaltar que Leandro Karnal é ateu, mas um grande especialista em religião. Esse detalhe faz com que a conversa flua de maneira respeitosa. Por outro lado, Pe. Fábio de Melo não tenta converter Karnal. Ambos sabem rir das suas diferenças. Por isso, a conversa entra nas profundidades do ser humano sem cansar e sem também cair no clichê. A escolha do 16° livro do ano não poderia ter sido mais perfeita. Incrível terminar novembro lendo um livro tão interessante, tão rico…

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POR Bárbara Hellen

Segunda sem carne e sem rótulos

Colunas / 28.11.17

Você já tentou ficar sem carne por um dia? Conheci mais sobre o assunto a partir de um texto publicado aqui no site por Vitória Colvara e a partir de então, comecei a pensar. Mas somente esse ano transformei em hábito. Para quem ama carne e nunca tentou, o assunto pode ser até um tabu. Parece que deixar de comer carne um dia vai nos transformar em vegetarianos. E, para muitos, parece desnecessário ou radical. Mas, você não precisa ver e concordar com documentários sensacionalistas que, muitas vezes, pensam apenas em uma parte da população extremamente privilegiada e ignoram aqueles que muitas vezes não têm o que comer. Confesso que não acho legal o discurso “ou você deixa de comer ou não serve”. Não acho sensato tornar quem come carne um vilão... Por isso, vim aqui conversar com a parcela que não pretende deixar de comer carne na vida, mas que tem curiosidade. Sem sensacionalismo, mas sem ignorar o problema. Mas que problema? A indústria da carne é um dos maiores responsáveis por diversos problemas ambientais. Por exemplo, a produção de 1kg de carne bovina emite 335kg de gás carbônico (CO2), equivalente a dirigir um carro por cerca de 1,6km,…

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POR Bárbara Hellen

Menos é mais

Colunistas / 22.11.17

Se você fosse para uma ilha deserta e só pudesse levar uma coisa, o que seria? Depois de anos levando mais de 20kg a cada viagem, a nova lei das bagagens propôs um desafio: kgs de graça limitados. Ou seja, a cada viagem, nossa mala nos questiona quais são os itens que são essenciais para aquela viagem. Vou mais longe e questiono: quais são os itens realmente essenciais para a sua vida? Sei que meu celular seria prioridade número um. E ah, pode levar minha mãe? Maria Antonieta, minha cadela, cabe? No Netflix, existe um documentário sobre pessoas que vivem o estilo de vida “minimalista”. Elas reavaliaram todas as suas prioridades e se desfizeram de tudo que não era realmente necessário. Os minimalistas vivem com poucas peças de roupas, como uma calça, duas blusas e um tênis. Suas casas não têm muitos itens de decoração. Fica apenas aquilo que tem algum valor, seja emocional ou prático. Recentemente perdi uma caneta que tinha sido dada pelo meu avô, já falecido. Fiquei triste, mas tive que desapegar. E um dos questionamentos que fiz foi até que ponto aquele objeto era importante para ter a capacidade de me deixar triste. Pois, por mais…

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POR Paoula Braid

Tenta de novo, vai!

Colunistas / 21.11.17

Muitos dizem que é preciso coragem para começar, seja um relacionamento, um trabalho, um livro. Mas acredito que seja muito mais corajoso REcomeçar. Recomeços não chegam sozinhos, chegam carregados de frustrações, de situações que não aconteceram, de sonhos defeitos, de tristeza. Recomeçar é mais doloroso por que você provavelmente falhou na primeira vez e dá um embrulho no estômago em tentar de novo algo que nos machucou. Saiba que isso é normal, não existe uma pessoa nessa terra que não tenha sofrido em retomar um projeto. Todos guardamos os sonhos numa caixinha e temos medo de abri-la. Afinal, podemos não conseguir. Segundas são boas para recomeçar, mas sábados também. Precisamos entender que não existe dia nem hora para tomarmos coragem de ir além.  Podemos recomeçar uma dieta no domingo e iniciar a segunda sem a pressão de que ele é “O DIA”. Devemos recomeçar os estudos mesmo que aquele livro não tenha chegado, a internet está aí cheia de informações e aulas para todos, podemos recomeçar aquela planilha mesmo sem todas as informações do trabalho, organizando o que será preenchido. Podemos sempre recomeçar, o mais importante é deixar a arte da procrastinação de lado. E devemos encontrar dentro de nós…

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POR Vitória Colvara

Muito além do seu prato

Colunistas / 20.11.17

A sociedade está mudando numa velocidade incrível. Ao escrever esse texto, sentada de frente para uma enorme estante de livros, me dou conta de que alguns deles eu ainda não li, outros enjoei antes da metade, mas a grande maioria eu devorei com a mesma intensidade com a qual devoro um hambúrguer. “Sério que você come carne?” “Nossa pelas suas publicações eu jurava que você era vegana”. É o que ouço num tom que ainda não soube identificar. Às vezes soa como se eu tivesse decepcionado alguém pelos meus hábitos, noutras soa como se a pessoa tivesse um trunfo sobre mim: “AHÁ, quer dizer então que a senhorita não é vegana? Ora, ora.” Não, não sou vegana. Depois de ler dos mais clássicos aos mais modernos autores que escrevem sobre o direito dos animais, de onde surgiu a ideia do veganismo, e participar de diversos congressos sobre o tema, pude entender o que é realmente ser vegano. O veganismo enquanto um movimento e uma filosofia de vida, tem como bandeira principal o abolicionismo animal. Abolir significa parar, definitivamente, de explorar qualquer animal para satisfação de necessidade humanas. E aí está incluído aquele rímel bafônico testado em coelhos, aquela bolsa de…

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POR Bárbara Hellen

Pra-ler: A insustentável leveza do ser

Colunas / 19.11.17

A Insustentável Leveza do Ser, escrito por Milan Kundera, era um livro muito indicado. Sabia que precisava ler para formar minha opinião. Com um pouco de decepção, o livro não entrou para o hall de preferidos por ser uma leitura forçadamente complexa e que se perde no meio do caminho. Não é um livro delícia de ler, e explico por que. A história rodeia entre quatro personagens, que se ligam ao longo da narrativa. Tomás, Teresa, Sabina e Franz atravessam desafios e fases de suas vidas, e acompanhamos, durante a leitura, os dilemas e descobertas que cada momento traz. O fundo é a cidade de Praga, durante as décadas de 60 e 70, e suas tensões políticas da época, como a Primavera de Praga. O autor toca em feridas. Como bem diz o nome da obra, é insustentável ser leve, pois todas as nossas escolhas acabam pesando em nossa história. Fala-se também sobre o amor destrutivo – que ainda é romantizado no livro, levando em consideração o momento que foi escrito, mas que nos faz refletir sobre o “amor que dói”. Para mim, esse é o ponto forte: as sacadas humanas que o autor tem sobre a vida em sociedade…

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POR Amanda Fontes

A minha versão Beta

Colunistas / 17.11.17

Estou sentada na poltrona 26C de um Airbus 321 operado pela Latam. Em meu colo repousa uma edição do livro “Vai Lá e Faz”, escrito pelo @Tiago Mattos. Já li 154 páginas e não resisti em parar, refletir e escrever essas linhas. São muitos inputs para pouca Amanda. O meu HD não suporta. Com licença, preciso fazer um backup. Sem papel e caneta à mão, vai no bloco de notas do meu fiel companheiro: o celular. Caiu a ficha. Foi assim, de repente, mas fruto de um processo longo. Há tempos eu repito pra mim que sou extremamente perfeccionista (sabe aquela frase dita entre os dentes de um sorriso insosso para parecer que tudo o que a gente faz é muito bom?) Pois é. Porém, o que eu achava ser um ponto positivo, mostrou-se um verdadeiro limitador do meu poder de executar. Percebi que o excesso de planejamento revela, em verdade, um medo absurdo de errar. Isso, por sua vez, demonstra que se você for pensar em todas as consequências possíveis e inimagináveis, provavelmente nunca fará um mochilão, não desengavetará aquele projeto que faz teus olhos brilharem e, jamais, em hipótese alguma, pedirá demissão. Em tempos de revolução digital, vale…

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