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POR Paoula Braid

O tempo perdido

Colunistas / 21.06.17

Não é fácil aceitar que perdemos tempo, seja em um trabalho que não reconheceu o nosso potencial, seja em um relacionamento abusivo, seja com uma amizade desgastante. Enfim, temos e teremos ao longo da vida várias relações que nos deixarão essa sensação de tempo perdido. E vem aquele questionamento: O que fazer com o tempo que passou? E com ele a resposta que mais dói: nada. O tempo passou, a sua oportunidade de viver aquilo também passou. Não acredito e nem acho certo essa teoria de que temos que recuperar aquele tempo que foi perdido. Não existe acordo nenhum a ser feito com o tempo. Ele simplesmente passa... Não dá para querer aproveitar uma festa aos 50 com a mesma alegria dos 25 anos, não temos como recuperar a inocência dos 15 anos. Aos 26 anos, sinto o peso do “ter que dar certo” mais evidente do que nos meus 20 anos, não posso e nem saberia como me portar sem me preocupar com as responsabilidades que adquiri, então, não sou a mesma de 6 anos atrás. Sei que fica uma raiva, uma mágoa e essa sensação de perda, do que poderia ter sido e não foi, dos outros relacionamentos…

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POR Amanda Fontes

Excesso de opções, nem sempre, é motivo de felicidade

Destaque / 20.06.17

Amanheci reflexiva. Culpa de um cara chamado Contardo Calligaris. Encontramo-nos por acaso. Era sábado à tarde e eu cumpria um dos meus rituais favoritos: ir à livraria. Não era um sábado comum. Eu havia decidido singrar novos mares. Queria uma literatura diferente, algo que eu não tinha tanta familiaridade. Meu desejo era de romper o lugar comum, sair da zona de conforto e enriquecer minha experiência de vida. Na verdade, eu queria sorver o mundo. Eu não sabia muito bem por onde começar. Em meio a tantos títulos, uma capa específica me chamou a atenção. Era um tom de rosa clarinho, com um design minimalista — que eu tanto adoro. Nela estava grafada em letras miúdas: “todos os reis estão nus”. Abri, então, em uma página aleatória. Era a 23. E nela, ele, de forma contundente, me questionava: “Liberdade pra que?”. Confesso que fiquei confusa e precisava devorar todas aquelas linhas. Afinal, esse é um dos valores que eu mais preservo na vida. Pra quem não conhece, Calligaris é psicanalista e escritor da coluna “Ilustrada” da Folha de São Paulo. Ao examinar o fantástico mundo da mente humana, ele explica como o excesso de liberdade gerado pelo momento histórico e pela sociedade de consumo nos faz…

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POR Gabriel Ferreira Veloso

Cotidiano

Colunas / 18.06.17

Tempo, tempo, tempo Nobre e curto, tempo Simples e forte, tempo Pouco e muito, tempo Concreto e abstrato, tempo. Faz-se nele e fora dele Tempo Tudo e nada, tempo Tic-tac do alarde, tempo Acorda, roda e dorme. Tempo. Mede e refere-se o tempo Corre e para, tempo Ama e chora, tempo Homem e mulher, tempo Trabalha sem parar, tempo Estuda e passa, tempo Aproveita e perde, tempo Morre e prevalece. Tempo. A relatividade das horas, e da cronologia, faz de nós, humanos, condicionados a respeitar o relógio de todos. Acabamos, infelizmente, exteriores ao tempo do nosso próprio caráter. ____________ Gabriel Ferreira é considerado o "tiozão" no grupo de amigos, mesmo aos 17 anos. Passando pelo drama de passar no vestibular. Eclético na Literatura, amante de carros e aspirante em piloto de aeronaves quando se formar. _____________________________________________________________ Quer ver o seu texto por aqui também? Mande para redacaositebh@gmail.com   Queremos que você se questione, questione o mundo ao seu redor e, principalmente, corra do senso comum. Por isso, nada melhor do que uma boa conversa para conhecer sua opinião. Participe você também!

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POR Bárbara Hellen

Somente a dor é capaz de sarar

Destaque / 14.06.17

Todos nós viveremos momentos de reviravoltas em nossas vidas. Quando o que era já não é mais. São momentos que definirão caminhos e sonhos, e que também ajudarão a definir quem somos. Isso aconteceu comigo esse ano, mas também já havia acontecido com outras amigas em outros momentos. Seja uma doença ou uma perda, todos esses momentos ajudam a definir o que queremos fazer nessa vida e deixam claro o nosso propósito. Muitas vezes, confundidos pela rotina atarefada que nos faz ligar o automático, como se fôssemos máquinas produzidas em Westworld,  acabamos buscando coisas que não são nossas e que estão distantes do nosso propósito, daquilo que realmente será capaz que nos preencher de alegria. Muitas vezes, separamos os fins dos meios e esquecemos que “viver é significativo em si mesmo”, como diria Osho, e não há como nos separar (nossa alma!) dos nossos objetivos internos. Daquilo que irá fazer nosso coração sorrir e que pouco tem a ver com bens materiais e vitórias. O momento de reviravolta é um lembrete: você não está na sua estrada. E, querendo ou não, somos obrigados a olhar pra dentro e enxergar o que realmente somos e o caminho que nos pertence. Por isso,…

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POR Manoel Veloso

Quem chorou hoje?

Colunistas / 12.06.17

Em meio a toda rotina, Ônibus, parada, avenida, Fila, caixa, comida, Em algum rosto Uma mão limpa uma lágrima escorrida. Não há poesia que consiga Com todas as palavras e rimas Fazer da tristeza mais tenra Uma fugaz alegria. Ainda que eu dê todo apoio E reze a cartilha, Sou incapaz de fazer crescer O tampão da ferida. E me valho dessas palavras simples Da mais corriqueira língua E fraca rima Porque toda a pompa erudita Nada mais é que uma fuga maldita Daqueles que não conseguem Se por no lugar do irmão, Se doar em compaixão, Um singelo aperto de mão Ou outra atitude que seja Para, ao menos, diminuir a peleja Deste que sofre, grita e chora. Assim mesmo, como um corte Na rima pobre (mas perfeita) Verte uma lágrima teimosa E sofrida, E profunda E dolorida De alguém que, Do seu lado ou do outro lado da avenida, Tenta limpar da alma Toda tristeza, Todo rancor, Toda querela, Toda frustração, Numa tentativa vil de que, A cada gota que cai, Possa compartilhar com o mundo, Mesmo que por alguns segundos, Desesperados e descontrolados, Seu caos particular. Não foi do meu lado da avenida que houve choro, hoje.…

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POR Bárbara Hellen

Sobrou um tempo? Veja entrevistas

Colunas / 07.06.17

Entrevistas são, para mim, uma forma conversar com pessoas que talvez nunca encontrarei e que eu nunca nem conheceria. Por isso, um dos meus passatempos favoritos é assistir entrevistas pelo Youtube.  Compartilho três bem legais para você assistir quando tiver um tempinho. Pedro Bial conversou com o médico, psiquiatra e autor Augusto Cury. Eles falaram sobre o mal do século, a ansiedade, e o quanto o que deveria ser natural e nos impulsionar, pode muitas vezes torna-se um problema. https://www.youtube.com/watch?v=qXRL0YhdE5Q Bela Gil (no canal dela do Youtube) me apresentou a autora Sonia Hirsch, que não conhecia, em um bate papo bacana sobre alimentação saudável de verdade. São duas partes da entrevista. Inclusive, o canal da Bela tirou uma impressão ruim que eu tinha dela e do seu estilo de vida. Vale a pena ver os vídeos de entrevistas e os que ela responde o que acha sobre assuntos variados. [embed]https://www.youtube.com/watch?v=lAKUHB9WNgA[/embed] [embed]https://www.youtube.com/watch?v=EFhvocPgs5o[/embed] Até Gregório Duvivier concorda que Lula não é a solução dos nossos problemas. Haha! Ele conversou com Fábio Porchat e já tem disponível no Youtube do programa do apresentador. Pule para os 26 minutos para assistir somente a entrevista – o vídeo é do programa inteiro. https://www.youtube.com/watch?v=TUX-QGXE2LM

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POR Bárbara Hellen

Tenha orgulho do que você fez

Colunistas / 05.06.17

Vocês sabiam que já fui blogueira de moda? Foi a minha primeira experiência de trabalho na internet e começou durante o boom dos blogs, em 2010. Nele falava sobre a minha vida pessoal, comentava looks de moda, falava sobre tendências... Era uma mistura de tudo que eu gostava e era feito com muito carinho e atenção. Porém, durante um tempo, não era uma parte da minha carreira que eu sentia muito orgulho.  Na verdade, já cheguei a sentir vergonha. Sabe por quê? Porque muita gente me criticava por causa do blog. Inclusive pessoas próximas. Na época, entretanto, recebia muito mais elogios do que críticas. Mas sabe o que ficou? As críticas, claro. E por essas criticas, quase esqueci uma parte muito importante da minha história de vida e história profissional. Quantas vezes nós deixamos de lado uma parte importante da nossa vida por vergonha? Ou por medo das críticas? Quantas vezes deixamos de fazer o que amamos e deixamos nos levar pelo ódio alheio? Tenho certeza que não estou sozinha nessa. Estamos sempre buscando a aprovação da sociedade e daqueles que estão ao nosso redor. Acho que desde criança buscamos isso, pois ser aprovado é também ser amado. Mas a…

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POR Bárbara Hellen

Nasce o novo

Colunistas / 13.05.17

Após uma doença, o corpo nunca volta ao seu estado anterior. Quando vivemos uma crise, seja política ou pessoal, não é possível voltar ao que era antes. Nasce o novo, que nunca será igual ao momento anterior. Ouvi tudo isso em uma aula minha, que era voltada mais a política, e percebi o quanto esses conceitos também são verdadeiros em nossas vidas pessoais. Por mais que, após qualquer problema grande, enfrentado como uma crise, achemos que podemos voltar ao normal, nós nunca voltaremos ao normal. Sabe por quê? Aquele normal de antes não existe mais. Crise, no sentido medicinal, é o estado em que o organismo é confrontado por uma doença e o corpo toma uma decisão. Se o organismo decidiu pela cura, ela indica um novo estado. Não se restaura o estado de antes porque senão o corpo voltaria a ficar doente. Quando realmente vivemos uma crise, não dá para voltar para o mesmo estado. E deveríamos não querer voltar ao mesmo estado, porque foi o que nos levou a ficar doentes em primeiro lugar, ou que nos levou a crise. Mas tudo que queremos não é simplesmente poder voltar aos bons momentos? Aos momentos nos quais não lembramos…

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POR Bárbara Hellen

O Livro dos Espelhos

Colunas / 25.04.17

Mistérios policiais é um gênero que tem ganhado cada vez mais minha preferência. Tenho substituído os romances por eles. Assim como romances, os mistérios só nos prendem se forem de fácil leitura, com personagens com características bem definidas e que nos façam, ao longo do texto, ter algum palpite. Pois bem, O Livro dos Espelhos, de E. O. Chirovici, nos traz quatro narradores que tentam decifrar um crime que aconteceu há anos, o assassinato do renomado psicólogo Joseph Wieder. De cara, você recebe alguns suspeitos do crime, que voltam a aparecer ao longo da narrativa. Todos os personagens que tiveram algum envolvimento com o psicólogo dão a sua versão e você, do lado de cá, começa a montar o quebra-cabeça. O lado humano desse livro foi o quanto nossa memória é traiçoeira e nos engana. O ser humano tem uma capacidade imensa de maquiar suas lembranças para torna-las mais agradáveis, e muitas vezes podemos até deixar de saber o que realmente aconteceu – porque iremos lembrar da forma que aquilo nos tocou. Voltando ao livro, bons livros pedem finais interessantes e eu realmente me surpreendi com o desfecho da história. É um livro para ler no avião ou no domingo,…

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POR Vitória Colvara

Há menos beleza no salão de beleza

Colunistas / 24.04.17

A ideia de frequentar salão de beleza sempre me aterrorizou. Quando criança, vez ou outra, acompanhava minha mãe e tentava encarar como uma aventura o fato de ter que andar por entre os carrinhos de esmalte sem derrubar nenhum, fugir do cheiro de tinta e comer guloseimas como brigadeiros, pipoca e otras cositas más! Um belo dia, voltando da aula de ballet na qual me sentia uma patinha feia e despenteada diante de tantos cisnes cor de rosa, eu resolvi parar no salão e pintar as unhas. Os atrativos para as crianças estão cada vez maiores. Desde florzinhas e bichinhos a toda série de desenhos e afins. As manicures realizam sobre as pequenas unhas infantis verdadeiras obras de arte com palito e esmalte. É surpreendente mesmo, muito lindo, sutil e delicado. Pronto, tinha uma flor em cada um dos meus dez dedos, mas voltando caminhando para casa, peralta como só eu, algumas das flores borraram e o que era quase um realismo se transformou em uma pintura abstrata. Mantive daquele jeito, mesmo que minhas amigas da escola tivessem achado horrível. Eu gostei. E nesse dia aprendi que antes de criticar algo que não gosto em alguém, é importante saber se…

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