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POR Anna Júlia Leão

Qual é o preço do amor?

Anna Júlia Leão / 16.02.17

Estava refletindo esses dias depois de alguns acontecimentos e uma pergunta martelou a minha cabeça: qual é o preço do amor? Porque sim, ele possui um preço. Preço que não é contado em cédulas ou moedas. O preço da credibilidade, da esperança, do entusiasmo, da dedicação e principalmente do empenho. Ah… o empenho..

O empenho é fundamental na relação a dois, indubitavelmente uma das coisas que tem sumido nos dias atuais. Ninguém (Lê-se: pouquíssimas pessoas) tem tido mais a paciência e a dedicação necessárias pra suportar a primeira tensão do namoro, uma desordem do parceiro, uma depressão que não é sua, a insegurança do outro e até uma atitude nunca pensada.

Bem verdade que os relacionamentos atuais não são os mesmos de tempos atrás, mas eu ainda continuo achando que é possível vivenciá-los. A minha avó se separou do meu avô quando ele faleceu, depois de 30 anos juntos, cumprindo assim os votos prometidos no dia do casamento. E claro, ele deu dor de cabeça, brigou, foi frio, gerou insegurança nela, teve uns pulos fora da cerca (claro!). Quando ela me relatou tudo isso, eu fiquei ainda mais impressionada com a relação que eles tinham.

Como é que consegue por tantos anos?  Como é que toca o mundo do outro e suporta tudo que vem com ele sem desabar? Sem gritar? Sem querer sumir? Sem largar tudo? Quem paga esse preço nos dias atuais? A gente mal tem suportado os nossos próprios fardos.. Como é que vamos aguentar os do outro? Às vezes dá medo de nunca conseguir suportar o mundo do outro quando eu estiver sozinha, quando ninguém puder me ajudar e eu só tiver que esperar a tempestade passar pra ficar tudo bem novamente. Mas aí, pra estrangular todas as dúvidas vem um conceito comumente conhecido e disseminado por nós sobre o amor:

O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.
Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.
O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

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Anna Júlia Leão, 20 anos, é maranhense e estudante de Odontologia. Extrovertida, comunicativa e sempre muito interessada na complexidade e psicologia humana.

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