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POR Paoula Braid

O que aprendi com o Reino de Sião

Paoula Braid / 17.01.17

Esse início de ano tem sido de aprendizado pra mim. Estou na minha 1ª viagem pela Ásia, lugar que sonhava em conhecer e que estou amando descobrir.

Acho que todos os povos trazem características bem marcantes, seja por influência de alguma religião ou pela parte histórica em si, e a Tailândia, por ser um país 95% budista, me mostrou alguns detalhes que eu gostaria de compartilhar e com um pouco de esforço adicionar aos meus dias.

1º – O bom humor! É uma característica chocante nas três cidades onde passei. Sabemos que os brasileiros tem fama de ser o país do samba, da alegria, da receptividade, mas os tailandeses dominam isso de uma forma tão natural. Eu que acordo super mal humorada, fico com vergonha com tantos sorrisos matinais. Você percebe que é algo que flui e não uma obrigação. E aí percebemos como o budismo influencia, pois alguns dos ensinamentos são os de alegrar-se pelo outro, olhar ao redor com amor e ser dono da sua própria felicidade. Como alguém que carrega esses sentimentos pode ter um mau humor, não é mesmo?

2º – O amor próprio! E quero destacar a preocupação das mulheres com a beleza. Em todos os lugares que estivemos, e aí destaco os mercados, em que o nível de pobreza é altíssimo, em que os vendedores são pessoas bem humildes, você percebe as mulheres com uma maquiagem impecável. Parece futilidade, mas quando você começa a prestar um pouco mais de atenção, você percebe que TODAS estão sempre muito maquiadas. Meu marido, que nunca vê essas coisas, me disse: parece que estão todas preparadas para um casamento a qualquer instante. E é bem isso, elas querem estar satisfeitas no corpo que vivem.

A Tailândia tem uma população de transexuais altíssima, e aceitam o 3º sexo com muito mais normalidade que os ocidentais. Eles acreditam que você pode ter simplesmente nascido em um corpo errado e que é necessário buscar o corpo que deseja.

O que quero dizer é que tive uma grande lição de amor próprio, de mulheres que mesmo com uma condição financeira inferior, fazem de tudo para estarem bem, fazem por elas e para elas.

3º – A Produtividade! Os tailandeses são de fato um povo trabalhador, não é um país onde existem muitos pedintes e até aqueles que estão na rua por algum motivo tentam fazer alguma atividade para serem recompensados. Nossa guia explicou que o governo dispõe de escolas de música para deficientes e de outras atividades também, assim, mesmo com suas habilidades reduzidas, eles podem produzir algo e serem recompensados por isso.

4º – O Respeito! A Tailândia convive com diferenças sociais bem gritantes cheap vardenafil. Você pode olhar uma mansão e um casabre um ao lado do outro, não vemos essa divisão de rico e pobre como no ocidente. Aprendi que é um país que lida muito melhor que nós com as diferenças, que se choca muito menos e que é mais respeitador em todas as áreas.

Então, obrigada Tailândia! Por trazer o sentimento de que temos que ser mais leves por mais que a vida seja complicada, que precisamos gostar do reflexo que vemos no espelho e não pelo outro e sim por nós mesmos, que precisamos produzir e seremos recompensados por isso. Por último, e não menos importante, que devemos respeitar as diferenças, sempre.

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Paoula Braid, 25 anos, advogada em busca de um cargo público, morando em Brasília por motivos do coração e vivendo a sua maior aventura: o casamento.

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