CADASTRE-SE AGORA E PARTICIPE DAS DISCUSSÕES

CADASTRAR

últimas

Facebook1
Foto Colunista

POR Paoula Braid

Deixando o ninho

Paoula Braid / 20.02.17

Essas semanas, me peguei pensando: “Meu deus, que saudade de casa!”. E aí lembrei que minha casa é aqui. Sair de casa “cedo” tem dessas coisas, a gente não desliga tão fácil do lar que deixou, seja para casar, como no meu caso, seja para estudar ou trabalhar. Mesmo morando fora há praticamente dois anos (como passa rápido!), ainda me pego pensando na casa dos meus pais como meu lar. Acho que tem coisas que a gente nunca vai conseguir desligar: o cheiro da minha comida não é o mesmo que da minha mãe, minha diarista é menos simpática que a Solange que me conhece desde a infância, meus vizinhos raramente falam comigo e aqui é seco demais em certas épocas do ano (e as pessoas também). Sair de casa te faz amadurecer sem querer, porque você precisa aprender a lidar com o seu próprio silêncio, com a sua própria rotina, com você. Eu acredito que seja uma das experiências que te dão a maior prova de autoconhecimento, não tem Yoga ou terapia no mundo que te descubra mais do que viver em outro lugar. Muitos vão sair para dividir o lar com outra pessoa e esse é um dos…

Leia Mais
Facebook1
Foto Colunista

POR Anna Júlia Leão

Qual é o preço do amor?

Destaque / 16.02.17

Estava refletindo esses dias depois de alguns acontecimentos e uma pergunta martelou a minha cabeça: qual é o preço do amor? Porque sim, ele possui um preço. Preço que não é contado em cédulas ou moedas. O preço da credibilidade, da esperança, do entusiasmo, da dedicação e principalmente do empenho. Ah... o empenho.. O empenho é fundamental na relação a dois, indubitavelmente uma das coisas que tem sumido nos dias atuais. Ninguém (Lê-se: pouquíssimas pessoas) tem tido mais a paciência e a dedicação necessárias pra suportar a primeira tensão do namoro, uma desordem do parceiro, uma depressão que não é sua, a insegurança do outro e até uma atitude nunca pensada. Bem verdade que os relacionamentos atuais não são os mesmos de tempos atrás, mas eu ainda continuo achando que é possível vivenciá-los. A minha avó se separou do meu avô quando ele faleceu, depois de 30 anos juntos, cumprindo assim os votos prometidos no dia do casamento. E claro, ele deu dor de cabeça, brigou, foi frio, gerou insegurança nela, teve uns pulos fora da cerca (claro!). Quando ela me relatou tudo isso, eu fiquei ainda mais impressionada com a relação que eles tinham. Como é que consegue por…

Leia Mais
Facebook1
Foto Colunista

POR Bruno Pereira

O cinza é de João. Mas a cor é nossa

Bruno Pereira / 30.01.17

Sempre me disseram que SP era uma cidade cinza. Depois eu li que era violenta e perigosa. Depois eu escutei que não existia amor em SP. Até que, depois do depois, eu conheci verdadeiramente SP j90mtgs. E depois, descobri um grande amor por aquela cidade. Não sei se por ela propriamente ou pelas pessoas de lá que amei. Ou se, em alguma medida, o amor de um contaminou o outro, e passei a amar assim. De qualquer forma, hoje eu tenho grande afeto por essa cidade de contrastes. Os contrastes, como em vários outros lugares, é social, político, econômico, racial, era, inclusive, de cores. Descobri que ela não era tão cinza quando diziam. Ela tinha algumas cores espalhadas por grandes paredes que formam longos corredores que nos levavam a tantos lugares que o pensamento seria incapaz de chegar. Era uma cidade que tinha dado voz à arte popular, de rua, não elitizada, aquela que não precisa estar nos maiores museus do mundo e nem terem sido pintadas por pessoas com sobrenomes rebuscados para ser chamada arte. Até que veio que alguém, que se diz tanto amante de arte, e, do dia para a noite, mandou pintar a cidade de cinza…

Leia Mais
Facebook1
Foto Colunista

POR Bárbara Hellen

As regras do seu relacionamento são suas

Bárbara Hellen / 18.01.17

Vi um vídeo da Jout Jout sobre o término com o namorado, Caio, no qual ela expôs que o relacionamento deles era aberto – o que chocou muitos dos seus espectadores mais moderninhos. Tentando explicar o que não deveria precisar ser explicado, ela ressaltou que cada relacionamento tem suas regras, conversadas abertamente e, portanto, respeitadas. Cada vez mais ouvimos falar sobre seguir o que você acredita. Nos relacionamentos isso também é verdade, não dá para seguir um só padrão quando cada pessoa tem suas preferências e se incomoda com uma coisa diferente. Até acho que, ao longo do tempo, as regras presentes nos relacionamentos vão mudando. Podemos ficar mais liberais e também mais caretas em fases na nossa vida, mas quando há conversa, tudo fica certo. Inclusive, o casal pode decidir que não há regras. Se há consenso, provavelmente tudo fica bem. Estamos muito habituados a aceitar os padrões de relacionamentos que já conhecemos e que são considerados sagrados. Para além de relacionamentos: seguimos padrões legais, culturais e sociais com o intuito de estar inserido na sociedade e até evitar punições. Mas, ao mesmo tempo, não estamos adaptados a resolver os problemas quando estamos com alguém que não respeita esses…

Leia Mais
Facebook1
Foto Colunista

POR Paoula Braid

O que aprendi com o Reino de Sião

Paoula Braid / 17.01.17

Esse início de ano tem sido de aprendizado pra mim. Estou na minha 1ª viagem pela Ásia, lugar que sonhava em conhecer e que estou amando descobrir. Acho que todos os povos trazem características bem marcantes, seja por influência de alguma religião ou pela parte histórica em si, e a Tailândia, por ser um país 95% budista, me mostrou alguns detalhes que eu gostaria de compartilhar e com um pouco de esforço adicionar aos meus dias. 1º – O bom humor! É uma característica chocante nas três cidades onde passei. Sabemos que os brasileiros tem fama de ser o país do samba, da alegria, da receptividade, mas os tailandeses dominam isso de uma forma tão natural. Eu que acordo super mal humorada, fico com vergonha com tantos sorrisos matinais. Você percebe que é algo que flui e não uma obrigação. E aí percebemos como o budismo influencia, pois alguns dos ensinamentos são os de alegrar-se pelo outro, olhar ao redor com amor e ser dono da sua própria felicidade. Como alguém que carrega esses sentimentos pode ter um mau humor, não é mesmo? 2º – O amor próprio! E quero destacar a preocupação das mulheres com a beleza. Em todos…

Leia Mais
Facebook1
Foto Colunista

POR Bárbara Hellen

Compreendendo a realidade social com três seriados

TV / 16.01.17

Reproduzir a realidade é uma ótima maneira de conseguir enxergar a realidade. Ironicamente, o ser humano dificilmente consegue se enxergar de verdade e seriados e filmes atuam como auxílio na hora de compreender relacionamentos e seus defeitos e qualidades - e também a nossa história. Assim, não poderia deixar de indicar – não pelas razões óbvias – seriados que, por inúmeros motivos, me ajudaram a vislumbrar mais. Aqui vão três! Gilmore Girls – A Year in the life: Mãe e filha, as Gilmores, voltaram às vidas dos fãs depois de dez anos. E nós criamos expectativas: de quem iria ficar com quem, quão bem sucedida os personagens estariam, quais sonhos seriam realizados... As mesmas expectativas que jogamos em nossas vidas. Será que acharemos e ficaremos com o amor da nossa vida? Será que todo o estudo e dedicação será sinônimo de sucesso? Será que superaremos perdas? Será que teremos tempo para mudar? Além disso, outro aspecto interessante é a psicologia que está presente por trás do seriado e mostra que eventos traumáticos são repetidos por gerações quando reprimidos. The Crown: Quanto você seria capaz de abdicar? Na história da transição da Rainha Elizabeth ao trono, vemos o quanto ela abandonou…

Leia Mais
Facebook1
Foto Colunista

POR Anna Júlia Leão

Instabloggers

Anna Júlia Leão / 12.01.17

A contemporaneidade trouxe muitas novidades e praticidades para o nosso dia-a-dia. A internet, com seu vasto universo de informações, consegue estar hoje à frente da televisão, objeto que foi por muito tempo considerado a principal fonte de informação para a população, junto com o rádio. Com as redes sociais, como o Instagram, Snapchat e Facebook, as pessoas nunca estiveram mais sós: temos como companhia virtual médicos, dentistas, donas de casa, jornalistas, office-boys. Até realidades muito diferentes das nossas ficaram próximas como nunca. O Snapchat trouxe a possibilidade de conseguirmos acompanhar ao vivo o passo a passo de receitas, medicamentos, aulas e exercícios de musculação. No Instastories (ferramenta do Instagram), o uso começou a crescer e o mais legal foi o surgimento dos ''Bloggers do Snapgram'', aqueles que não são oficialmente bloggers, não cursaram moda ou algo do tipo, talvez nem façam muitas postagens, mas abriram um canal de comunicação mais íntimo com seus seguidores e amigos. Nesse canal, qualquer pessoa pode perguntar como poderia limpar alguma coisa da casa ou sobre como poderia usar um medicamento no combate a um tipo de doença. A impressão que fica, ainda que pequena, é que se criou uma atmosfera de ajuda em meio…

Leia Mais
Facebook1
Foto Colunista

POR Bruno Pereira

Antítese do nosso viver

Bruno Pereira / 05.01.17

... é, sim! Percebi que, mesmo por relatos inventados, eu falava a verdade... Não, você não me dói mais, apenas quando eu respiro. É tão frequente. Hoje você me doeu feito espinho cravado na pele; doeu fundo, doeu forte; e sangrou como aquela ferida ainda aberta que mesmo o tempo, longo tempo, tem dificuldade de cicatrizar. É que você também faz questão de me machucar; sabe bem como fazer isso, e eu frágil e indefeso aceito suas delicadas apunhaladas no peito, nas costas, na alma e na vida que te dei, e que, por descuido ou maldade, não importa, mataste e mata todas as vezes que me encontra, como se tivesse prazer na minha morte diária, naquele sangue que escorre e na lágrima que desce. Enquanto me mata delicada e lentamente, eu tento te reviver a cada instante: antítese da vida, muito mais que literária, muito mais que tudo que te escrevo e não me lê. Depois que partiu, andei relendo as cartas e bilhetes que me escrevia todas as manhãs antes de sair para o trabalho; eu acho que você nem se lembra mais, não recorda de nenhum “eu te amo tanto”, de nenhum beijo, de nenhuma flor; você…

Leia Mais
Facebook1
Foto Colunista

POR Paoula Braid

Trevo de 4 folhas

Paoula Braid / 04.01.17

Não existe trevo de 4 folhas, pata de coelho ou figa que te dê mais sorte do que as pessoas que você tem por perto. O ser-humano tem a “magia” de mudar teus humores e amores, de te ajudar a se reinventar, de descobrir outros sentimentos, de te fazer enxergar pra frente e diferente. Não existe nada no mundo que possa te fazer viver tantas emoções, tantos sentimentos e te trazer tanta informação a não ser uma outra pessoa. Eu agradeço muito pelas pessoas que conheço, pelas qualidades que elas possuem, pelos jeitos diversos, por me trazerem a cada dia: uma nova lição de tolerância, de riso, de raiva, de ciúmes. Por compartilharem comigo tanto sentimento bom, por serem cúmplices da minha loucura e acima de tudo por me permitirem fugir da normalidade sem arrependimento. Você também tem uma pessoa que te tira o riso com um bom dia, que tem aquela risada espaçosa, isso mesmo.. daquelas que ocupam todo um lugar quando ela começa a sorrir, que tem um amigo ou um amor que sempre chega sem avisar, que tem a sua casa como a dele, que você passa dias sem ver, mas o reencontro faz tudo parecer como…

Leia Mais
Facebook1
Foto Colunista

POR Manoel Veloso

Não caiam nessa!

Manoel Veloso / 30.12.16

Abandonei toda métrica e possíveis rimas pra vir aqui de peito aberto. Mas peito aberto mesmo. Tenho umas coisas pra falar diretamente, sem qualquer poética. Troquei meus versos pelo discurso direto porque eu to desesperado. Desesperado mesmo. A cada conversa de corredor, cada papo mole ao celular, tweet ou publicação no Facebook meu desespero é maior. A cada ponto eu tenho vontade de gritar pros agentes do discurso “NÃO CAIAM NESSA!”, com todo o fôlego que meus pulmões permitirem. Não sei se vocês já perceberam essa onda de negatividade e de angústia que ronda esse fim de ano. Que 2016 não foi um ano fácil todos sabemos, mas até que ponto esse embrolho desses últimos meses conseguiu macular todos os momentos bons? Parece que nesses últimos momentos (talvez anos), mais que antes, estamos convencidos de que não fazemos nada de bom; que o saudosismo é saudável e única válvula de escape possível dessa realidade triste; que estamos fadados ao fracasso; que o subemprego é o único que existe; que não adianta o esforço; que sair da cama é, a cada dia, mais difícil. Recuso o academicismo agora. Não adianta citar Bauman e suas realidades líquidas. Não adianta copiar os discursos…

Leia Mais