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POR Manoel Veloso

Salve-Todos

Manoel Veloso / 29.07.16

Não é que a dor do parto seja ínfima Que eu não me importe Ou que me acostumei com a ideia de que acabou. Mas é que o tempo Necessariamente Passou. Eternas memórias De encontros, desencontros, Conquistas, perdas. Momentos em que senti os extremos. Do frio triturador de ossos, Da ansiedade da chegada, Do calor desértico, Da plenitude do entorpecente, Da dor de cabeça intensa, Da exaustão, Do recomeço, Do (outro) fim. Amei demais. Briguei demais. Brigamos demais. Amamos de menos Quando deveríamos ter demonstrado mais. Assim decidi me prender nas memórias dos arredores Daquilo que vivemos Por onde passamos. Não valeu a pena? Claro que sim. Seria uma pena dizer Que uma história sem começo e sem fim não valeu. Entretanto pena mesmo É perceber que sequer demos a chance de que ela acontecesse Porque egoístas demais Fomos incapazes de ceder, Incapazes de transpor muros imaginários, Incapazes de ultrapassar os mares, Incapazes de mergulhar nos oceanos. Afoguei-me numa rasa poça de lama Daquilo que você deixou que eu experimentasse. Aquilo não era você. Não por inteiro. Aquilo era eu, à medida que você quis avançar, Conhecer, Tocar, Lamber. Não era meu eu inteiro. A verdade é que não conhecemos…

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POR Bruno Pereira

Para o que não se pode nomear

Bruno Pereira / 27.07.16

Para ler ao som de Caetano Veloso ... refiro-me à noite, à noite que se faz, à sua noite, à noite que me faz, que te faz, à noite que nos fazemos, que somos feitos, desfeitos, desformes, desnudos, inermes. Refiro-me a mais, há mais, ao silêncio ensurdecedor, capaz de dizer o impronunciado, detentor do poder de nomear o que não tem nome, (des)norteador do sentir, elo entre os quereres. Mais, refiro-me quando esquece teus vultuosos olhos em cima de mim, olhos que também são sensíveis e, por vezes, enigmáticos, esfíngicos, secretos; olhos que prendem, mas, estranha e contrariamente, libertam; olhos que permitem um voo por outros e novos ares sem sair daquele fixo cenário; olhos que cobiçam, prezam, pedem, têm, sentem, azulem, desquerem. Além, refiro-me à corporificação do olhar: toque; concussão dos corpos acontecendo; deslizar das mãos grandes e quentes por toda a compleição física; carne, matéria, substância; corpos como esculturas moldadas em carrara ou desenhos criados com modelos vivos. Mais ainda, refiro-me às linhas tortas e às entrelinhas profundas dos versos seus; estas, muitas vezes dotadas do mais alto grau de lirismo, do amor impregnado, da patológica paixão – pathos -, da sonhada liberdade do corpo e, sobretudo, da…

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POR Danielle Ribeiro

Olha o cajado!

Seu Registro / 25.07.16

Há mais ou menos um ano, uma amiga me falou sobre um negócio chamado Youtuber. Eu, avoada como sou, não tinha lá muito conhecimento de como funcionava esse mundo virtual. Mais particularmente, essa minha amiga estava se referindo a Youtuber Julia Tolezano e eu perguntei sobre o que ela tanto falava nos vídeos e minha amiga respondeu: sobre a vida! Devo confessar que demorei, mais ou menos, um mês pra realmente ter interesse em ir procurar os vídeos, foi numa dessas crises de abstinência de Game of Thrones provavelmente. O primeiro vídeo que assisti foi o lendário “Não tira o batom vermelho”, seguido de “9 coisas que vocês não sabem sobre nós” e então “Certezas na adolescência”. Quando reparei já tinha assinado o canal, já tinha seguido ela no Facebook, Twitter e Instagram e estava desesperada querendo saber se essa criaturinha do céu tinha Snapchat. Assim começou meu relacionamento platônico com a Jout Jout e que se arrasta até esse momento. Se antigamente adorávamos pessoas intocáveis, protegidas pelo altar da mídia, creio que os dramas da vida moderna fizeram a gente querer se aproximar de pessoas mais humanas, com crises, traumas e dúvidas semelhantes aos nossos. Afinal, é reconfortante saber…

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POR Bruno Pereira

Para a vida que não sei viver

Bruno Pereira / 13.07.16

Lá fora, um dia com céu tão azul, que olhando para o horizonte parece se misturar com o azul do mar. Mas aqui, nada. Peguei uma xícara de café, acendi meu cigarro e fiquei parado naquela poltrona de couro velha no canto mais escuro da sala, perto da estante de livros, dos discos, da vitrola, e tão longe da vida. Pela janela, do outro lado da rua, bem fora de mim, era possível avistar alguma movimentação agitada dos domingos. Todas aquelas pessoas sendo felizes, procurando um lugar ao sol para alimentar o envelhecimento precoce, carros tentando estacionar, ambulantes por toda parte procurando ganhar aquilo que nossos administradores públicos facilmente roubam. E eu só tentando entender a minha existência: trinta e alguns anos, nenhuma resposta, várias perguntas, uma vida inteirinha vivendo para dentro, tentei amar, não amaram, tentei ser de todos, só não era meu, tentei descer e ir à praia, mas odeio areia, tentei parar de fumar, mas era a única coisa que podia ter nas mãos, tentei fazer análise, mas não tenho paciência para escutar alguém falando falando falando, eu não entendendo entendendo entendendo, tentei não ser sozinho, mas o vizinho nunca estava em casa, tentei andar por lugares…

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POR Anna Júlia Leão

As pessoas entram e saem da sua vida

Anna Júlia Leão / 12.07.16

Todo mundo sempre acha que eu tenho uma visão pessimista quando toco nesse assunto, mas não é. O tempo e algumas experiências, ainda que muito nova, me fizeram confirmar teorias que eu já pressupunha em tempos atrás. Estamos sós, passamos a vida inteira estando só. Mas calma, não é um “sós” literalmente associado a solidão, nem afirmando que não há parceiros, amigos ou namorados. É um “só” por que várias vezes você não encontra alguém pra tomar o seu partido, pra tomar frente de alguma situação pra você,  pra sentir a sua dor, pra chorar o seu sofrimento. Não encontra alguém pra se doar a você sem esperar nada em troca, sem pedir, sem cobrar e sem depois jogar na sua cara os favores que te fez. “Sós” pelo simples fato de que isso tudo é impossível que o outro sinta por nós. Sempre digo em minha casa, por mais que a minha mãe ou alguém que eu ame muito esteja sofrendo que eu nunca vou sofrer tão quanto aquela pessoa naquele momento.. E é nisso que eu me refiro ao dizer que estamos sós. Eu descobri, depois de muito observar, que o certo é que realmente não exijamos que…

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POR Giulia Fonseca

Mimimi cansa

Seu Registro / 11.07.16

Metade da população liga pro que pensam a respeito dela, e a outra finge não ligar. Faço parte do grupo que finge não se importar. Faço parte do grupo que sofreu anos atrás por ser de um jeito e hoje em dia tenta mostrar ao mundo que mudou. “Ah, que bobagem... deixa isso pra lá”, me falam todos os dias, ou quando desabafo a respeito disso, porque - quase - sempre ouço a mesma coisa. De uns dias pra cá resolvi tirar um tempo pra refletir sobre minha vida e sobre o mundo. Por que será que temos a extrema necessidade de mostrar ou dar satisfação ao outro sobre nossa vida? Pra causar inveja? Ou pra simplesmente aparentar ser quem não é? Perdi as contas de quantas pessoas vejo postando fotos que não condizem com a realidade só pra manter a pose, ou melhor, o status. Qual a lógica? Há pouco tempo conheci uma pessoa que tinha um namorado. Automaticamente você imagina uma pessoa feliz ao lado de quem ela ama. Não. Não mesmo. Era uma pessoa fingindo ser feliz para manter o status, mas que no fundo não aguentava mais sofrer por conta do namorado que a traía todas…

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POR Guter Sá

A guerra dos tronos é sangrenta e feminina!

Guter Sá / 05.07.16

Nos últimos dez episódios, nós vimos a mulher que, algumas temporadas passadas, era submissa ao seu marido e apresentada em muitos momentos como objeto sexual do seu rei, tomar posse do trono de ferro, sendo coroada como rainha de King’s landing. Na mesma temporada, vimos toda a brutalidade sofrida pela filha mais velha dos Stark ser devidamente vingada numa batalha que fez todo o Norte se lembrar quem é Sansa. Por falar em grandes momentos, a mãe dos Dragões firmou uma aliança com a Greyjoy! Agora, ambas estão a caminho de conquistar os reinos que a elas “pertencem”. Temos ainda Lyanna Mormont como a pequena lady (e senhora da ilha dos ursos) ouvida com respeito por todos os outros líderes do Norte, Ellaria Sand comandando todo o reinado dos Martell e Olenna (a matriarca do clã Tyrell) aliando-se em busca de vingança a morte de seus netos. O último momento, não menos importante, é a outra Stark: Arya. Fazendo, literalmente, picadinho os herdeiros do clã Frey e servindo-os ao asqueroso lord que matou brutalmente sua mãe e irmão. Tirando os dons ainda pouco moldados do jovem Bran Stark e os mistérios por trás do Jon Snow (Targaryan, Stark...). Nenhum outro…

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POR Danielle Ribeiro

As pequenas conquistas da vida

Seu Registro / 04.07.16

Você tem vinte e tantos anos, se formou, tem um emprego estável, têm amigos, um namorado, seus pais se dão bem. Essa poderia ser a definição de uma boa vida para alguns. Mas você é diferente, porque fizeram você pensar isso a vida toda, portanto, você tem objetivos maiores. Você não quer um trabalho de 8 às 18hrs, você quer mudar as regras do jogo, salvar o planeta, criar leis que assegurem os direitos das mulheres, quer dar aula na USP, viajar o mundo, ganhar o Nobel de Literatura, encontrar paz interior. E por ainda não ter conseguido isso se menospreza dia após dia. O problema de colocar tanta pressão em si mesmo, é que se perde o prazer das pequenas conquistas durante a jornada por estar muito concentrado no destino final. Foco é necessário, sem dúvida. Mas se apaixonar pelo caminho é o segredo para não deixar a peteca cair depois de um dia difícil. É a ansiedade por um futuro que parece nunca chegar. Porém, mais importante que a concretização desse futuro, é saber reconhecer a importância de cada passo dado no presente. Pra piorar o fator ansiedade, somos cercados por redes sociais que mostram como a grama…

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POR Bárbara Hellen

Mãos no volante

Bárbara Hellen / 30.06.16

Não tem jeito, para que você possa se descobrir, se conhecer, você tem que aceitar todos os tipos de desafios. Seja uma corrida um pouco maior do que aquela quilometragem que você tá acostumado, um desvio na sua rotina de trabalho para cumprir um trabalho que não é seu, arrumar as malas e simplesmente ir ou até aceitar um tipo de relacionamento longe do que você idealizou. Assumir desafios é assumir riscos. Riscos de errar, de sofrer. Risco de quebrar os planos já pensados antes e ter que encarar o desconhecido. Tirar, de uma vez por todas, as mãos do volante. O ano começou com um grande desafio para mim. Perdemos o pilar da nossa família, que era o meu avô. A partir dali, foi preciso se reinventar e aceitar desafios que nem sabíamos que estávamos preparados. Aceitar que tem coisas que não podemos controlar e morte é apenas um exemplo disso. Aprendi a não querer controlar o incontrolável – logo eu que sempre fui cheia de planos e metas. E aí que as surpresas começaram a acontecer.  Foi ao encarar que superar o luto seria um desafio, que descobri de verdade quem eu era e, mais que isso, quem…

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POR Anna Júlia Leão

Sonhos e escolhas profissionais

Anna Júlia Leão / 28.06.16

A cabeça de cada pessoa é um universo que requer muita cautela ao ser visitado. Os sonhos que comportamos muitas vezes aumentam os nossos limites e nos trazem a coragem que não imaginávamos ser capazes de obter. Antes de tudo, quero aconselhar que ao decidir alguma coisa, deve-se levar em questão qual é o futuro que sonhamos para nossa vida, com quais pessoas queremos estar, qual seria o valor adequado para ter na conta bancária, se existiriam filhos ou não e assim consecutivamente. Uma das importantes decisões para que uma boa parte desses sonhos seja possível de se tornar realidade é a escolha profissional, por exemplo, a medicina. As pessoas criaram em cima dessa profissão um rótulo de garantia de vida, uma segurança de que ao escolher essa opção o dinheiro não será problema para o resto da vida... Mas aí eu pergunto, e os outros problemas? A vida não é só a conta bancária. Os cursinhos estão abarrotados de pessoas que dizem querer fazer medicina e não conseguem transparecer a menor afeição pela profissão. E se o seu sonho não for ser o melhor? Se não quiser ter feito mestrado, doutorado na USP ou não ter tido vários tipos…

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